XO

Para Emy

um presente. não um site.

Emy no terraço, de noite

depois do lacre

Emy.

um canto só seu.

01

A cidade embaixo.
Você no meio.

Noite, vestido preto, cabelo aceso. Parece capa de disco. Continua sendo você.

02

Essa luz.
Esse cabelo.

O sol baixo te pinta de fogo. Quem passa na rua já olha duas vezes.

03

Duas noites.
As suas.

Nesse tempo de vida que você tem, já foram duas noites incríveis. Que venham muitas mais.

11.10.2023

07.09.2024

Eu só via coisa de música, show e vôlei.

você, no meio da conversa

07.09.2024 — o segundo. sold out, são paulo.

Eu nunca pisei em um show, mas consigo imaginar a felicidade que você sente em noites tão incríveis como essas. Ver você vivendo algo que ama, cantando, sorrindo e aproveitando cada momento me faz imaginar quantas histórias bonitas ainda estão esperando por você.

As noites são suas — e ainda existe muita pista pela frente para andar, cantar, dançar, se divertir e, principalmente, criar memórias que vão ficar para sempre.

Que esse novo ano da sua vida seja assim também: cheio de música, sorrisos, lugares novos, pessoas especiais e momentos que façam seu coração ficar leve. Que você nunca perca essa vontade de viver aquilo que te faz feliz e que sempre tenha um motivo para olhar para trás e pensar: “eu vivi isso de verdade.”

04

Desde a primeira palavra.

14 de julho de 2026, 12:14. Aí a conversa começou — e o relógio não parou mais.

14.07.2026 · 12:14

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O pouco tempo.
O tanto que deu.

Julho ainda era “fala, vamos na quadra”. Agosto já era companhia. Sem nome bonito no meio — só o que a gente foi virando.

  1. O fala.

    “Fala, baitolinha.” Depois: “aí se quiser ir junto.” Começou assim. Quadra, zoeira, sem plano.

  2. A gente pensa igual.

    Ainda era amizade de vôlei. Já era conversa que não cansava.

  3. Companhia e risada.

    Você: “o que importa é a companhia e a risada.” E no mesmo dia me chamava de anãozinho. Provocação e carinho no mesmo fôlego.

  4. A nossa companhia.

    Você: “porque a nossa companhia é a melhor de todas.” Eu: “é bom ter uma companhia que você goste.” Eu gosto de você. Mesmo assim. Te respeito.

  5. Amiga dahora.

    Você é incrível e divertida. Deu uma animada na minha vida. Ainda amizade. Já outra coisa.

  6. Sincero.

    “Pra ser bem sincero, estou gostando de ter sua companhia.”

  7. O sei-lá.

    Você: “e gosto da sua companhia.” Eu: “eu digo o mesmo. Me alegra bizarro.” Pouco tempo. Conexão grande.

06

O que a gente mais
se chamou.

Apelido, xingamento, zoeira. O placar real da conversa.

  1. ela vey 0 vezes
  2. ela viado 0 vezes
  3. ela burro 0 vezes
  4. ela lindo 0 vezes
  5. ela amg 0 vezes
  6. ela anão 0 vezes
  7. ele linda 0 vezes
  8. ela arrombado 0 vezes
  9. ela bicha 0 vezes
  10. ele gata 0 vezes
  11. os dois meu bem 0 vezes
  12. ela baitola 0 vezes
  13. ela xuxu 0 vezes
  14. ela bobão 0 vezes
  15. ele princesa 0 vezes

Depois de analisar cuidadosamente nossas conversas descobri que você passou uma quantidade preocupante de tempo me chamando de vey e viado. 40 vezes vey, 35 vezes viado e 28 vezes burro. O mais curioso é que em meio a esse festival de ofensas você conseguiu me chamar de lindo 27 vezes. Não sei exatamente o que isso significa mas os números são suspeitos. 😂

e o resto, em poucas palavras

se quiser ir junto quadra companhia e risada pensa igual mãos dadas farol after hours sold out o sei-lá

Para Emy 🖤

Emy,

Eu estava pensando em como contar a nossa história e percebi que não dava para começar pelo meio. Antes de falar dos planos, dos rolês e de tudo que a gente foi construindo, precisava voltar para o começo — ou pelo menos para o começo que ficou registrado na nossa conversa.

Tudo começou com você me mandando um simples “Fala, baitolinha”. Eu, naturalmente, respondi com um “Faaala, boiolinha”, porque aparentemente esse era o nível de educação que a gente tinha para começar uma amizade. Depois disso, veio o convite para jogar vôlei, a conversa sobre a quadra, o pessoal do Lago Azul e a sua explicação de que, se eu não fosse uma pessoa de boa, você nem teria me chamado.

Naquele momento, provavelmente nenhum dos dois imaginava que aquela conversa ia crescer tanto. Era só um convite para jogar, algumas piadas e aquela tentativa de entender quem era a outra pessoa. Você falando das pessoas que iam, eu tentando lembrar quem eu conhecia, a gente trocando figurinhas e descobrindo que dava para conversar sem ficar medindo cada palavra.

E foi justamente a partir daí que a conversa começou a acontecer de verdade. Vieram os áudios, as mensagens durante o dia, as correções do corretor, as figurinhas que não carregavam, as piadas completamente aleatórias e os assuntos que mudavam a cada dois minutos. A gente começava falando de vôlei e, quando percebia, já estava falando sobre trabalho, família, jogos, cabelo, tênis, filmes, comida, relacionamentos e qualquer outra coisa que aparecesse.

No começo, a gente era só amigo. Mas, com o tempo, essa amizade foi ganhando novos detalhes. Você começou a demonstrar um interesse diferente em mim. Foram aparecendo algumas brincadeiras, alguns flertes e aquele jeito de me fazer perceber que talvez estivesse surgindo alguma coisa ali. Eu, que sou meio lerdo e também fico nervoso com essas coisas, fui entendendo aos poucos e comecei a corresponder.

A partir disso, a amizade foi mudando naturalmente. Não foi algo que a gente sentou para definir ou planejou desde o começo. Simplesmente fomos nos aproximando, conversando mais, trocando mais carinho e deixando aquele interesse crescer. Você começou a abrir esse espaço, e eu fui criando coragem para entrar nele também.

Foi então que a gente saiu pela primeira vez. Fomos ao cinema e, apesar de não ter acontecido nada além daquele momento entre nós, foi muito bom. Ficamos de mãos dadas, aproveitando a companhia um do outro, e eu lembro de ter ficado bastante nervoso, com medo de fazer alguma coisa errada ou acabar estragando aquele momento. No fim, foi simples, mas foi especial justamente porque aconteceu de um jeito natural.

Depois do cinema, eu comecei a pensar em outros lugares para a gente conhecer. Foi quando pensei no Farol Santander. Eu queria fazer alguma coisa diferente com você e continuar criando esses momentos. Naquele dia, você estava muito gata, exatamente como eu tinha comentado nas mensagens, e eu lembro de ficar te olhando e admirando, mas também tentando disfarçar o nervosismo.

E foi lá no Farol Santander que eu finalmente tomei coragem. Depois de você ter começado a demonstrar interesse e de eu ter ido correspondendo aos poucos, chegou o momento em que eu precisei parar de pensar tanto e agir. Foi lá que eu beijei você pela primeira vez. Eu estava nervoso, com medo de fazer alguma coisa errada, mas criei coragem. E aquele beijo acabou sendo mais um daqueles momentos que a gente construiu naturalmente, sem precisar forçar nada.

Depois do beijo e de tudo que começou a acontecer entre nós, a gente também teve uma conversa muito sincera. Você me explicou que não queria entrar em um relacionamento naquele momento, principalmente porque tinha acabado de sair de um e queria viver a sua própria vida. Você também falou sobre a diferença de idade entre nós — você com 18 e eu com 27 — e sobre os seus planos, como entrar na faculdade, conhecer coisas novas e aproveitar essa fase.

Eu entendi o seu momento. Não queria te pressionar e nem fazer você sentir que precisava escolher alguma coisa antes da hora. Então eu simplesmente te falei: “Vamos aproveitar esse momento, e tá tudo bem. Eu entendo você.” E foi isso que a gente fez. A gente não precisou transformar o que estava acontecendo em um relacionamento ou criar uma obrigação entre nós. Só respeitamos o momento, os limites e a vontade de cada um.

Mesmo sem um relacionamento definido, quando estamos só nós dois, existe uma proximidade diferente. A gente se beija, troca provocações, brinca um com o outro e aproveita esses momentos do nosso jeito. Sem promessa, sem cobrança e sem fingir que não existe nada. Ao mesmo tempo, sem transformar isso em algo que você não quer viver agora. Acho que o mais importante foi a gente conseguir conversar e se entender, porque existe liberdade entre nós, mas também existe respeito.

No fim, talvez seja exatamente isso que torna tudo tão particular. A gente não precisa dizer que é namoro, ficada ou qualquer outra coisa para reconhecer que existe carinho, interesse e uma conexão entre nós. A gente só está vivendo o momento, do nosso jeito, sabendo o que cada um quer e respeitando o espaço um do outro.

E talvez uma das coisas que eu mais percebi durante tudo isso foi o quanto comecei a gostar de planejar as coisas com você. Eu nunca fui muito de planejar as coisas. Na verdade, quase sempre deixava tudo na mão da dita cuja e simplesmente acompanhava o que fosse decidido. Mas, quando comecei a fazer isso com você, percebi o quanto eu gostava. Planejar um lugar, pensar no que a gente poderia fazer, imaginar como seria o nosso dia e depois ver você correspondendo a tudo isso me deixou muito feliz.

E, sinceramente, ver que você gosta, aceita os planos e também demonstra vontade de viver esses momentos comigo só me anima a planejar ainda mais lugares para a gente conhecer. Não é uma obrigação e nem uma cobrança, eu só gosto de pensar em coisas que seriam legais para nós dois. O Farol Santander foi um desses planos e acabou se tornando um momento muito especial para a gente. Então, quando penso em outros lugares, é porque gosto da ideia de continuar criando memórias com você.

Depois de lembrar de tudo isso, eu não poderia terminar sem te desejar um feliz aniversário. Espero que esse novo ciclo seja muito bom para você e que consiga realizar tudo o que planeja para a sua vida. Você é uma pessoa muito foda, Emy, e foi muito bom o destino ter feito a gente se conhecer. Eu sou muito feliz por ter construído essa amizade com você e por poder compartilhar tantos momentos, conversas e risadas ao seu lado.

Aproveita muito o seu dia, porque você merece.

Feliz aniversário, Emy. 🤍

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XO

a conversa não acaba quando a tela apaga.

para Emy